segunda-feira, 18 de abril de 2011

Objeto

Geralmente a intensão por um relacionamento novo se inicia por uma paixão incontrolavelmente platônica. Dias e semanas passam e a paixão platônica começa a ser percebida pelo "objeto de interesse" por causa de pequenos gestos que fazemos por ele e deixamos escapar. Mais dias e semanas passam e a paixão continua percebida, mas outro platonismo é iniciado: o amor. Você sente aquela necessidade de estar perto, ligar, pegar no colo... Fazemos tudo por nosso "objeto de interesse"; O problema é que amor platônico não é todo estômago que aguenta!

Iniciado o estágio do amor platônico. Com ele vêm mais sintomas como insônia e fastio: você emagrece, fica com olheiras, gasta horrores com corretivos, bases e pós faciais pra que seu "objeto de interesse" não as perceba. Você cria um senso de preocupação excessiva e todo cuidado pra não ser chata, grudenta, controladora... Onde está o domínio próprio nessa hora?

O fato é que você faz tudo por ele sem exigir nenhum retorno, mas quando a oportunidade de dar e receber prazer acontece você se sente plena, amada, completa, realizada. Você se guarda pra ele, não vê graça nos outros homens, não fica com outros homens - pra não correr o risco de fechar os olhos, ver seu amado, abrir a boca e confundir os nomes - e mesmo que seu "objeto de interesse"queira, somente, se aproveitar de sua nobreza, você se sente útil e importante pelo simples fato de ajudá-lo e porque ocorreu um motivo qualquer e ele a procurou.

Mesmo que tente ser durona, que jure a si mesma que não se apegará mais, gostar e amar a vida dá uma reviravolta, te dá um bandão, você cai e quando levanta se depara com aquela coisa mais linda e gostosa de Deus. Ele sempre vem sem perceber, bem devagar e normalmente do jeito que sempre sonhou.

E é assim que eu vivo hoje: gostando escancarado, amando calada, com palpitações, suor nas mãos, insônia e fastio; Me sentindo útil e abusada, despresada e desejada. Me permito e submeto a tudo isso porque ele me faz sentir bem, porque posso dizer com os dois pés no chão que EU O AMO: mesmo sem poder eu o amo. Tenho plena consciência do sofrimento que passo e que, provavelmente, passarei se assumir esse amor, mas ele é a melhor coca-cola que já tomei, o melhor porre que já passei, o melhor amante pra quem já dei e por ele, pra tê-lo por perto toda renúncia é válida.

17/04/11
19:32

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