domingo, 14 de novembro de 2010

Seria trágico se não fosse cômico


É engraçado sentir saudades de quem não se vê, não se relaciona pessoalmente. O simples fato de, por poucos dias, estarem separados por UF diferentes deixa uma sensação de distância, como se uma eternidade não passasse até a chegada da próxima segunda feira – onde todos estarão no mesmo Estado, trabalhando e, então, separados apenas por alguns Km de distância entre as cidades satélites que cada um mora.

É engraçado conversar quase que diariamente com alguém que você conhece, mas que, para não esquecer da feição – ou só para babar mesmo – o vê por fotos postadas nos sites de relacionamento e, é claro, rouba algumas dessas fotos, salva na área de trabalho do computador e no celular e as venera como se aquelas imagens fossem as únicas e as mais belas e mais especiais que existem no mundo.

Mais engraçado ainda é rir da própria tragédia, sacanear-se a si mesma porque sabe que ele não faz idéia de que eu espero, eu sonho, eu ouço o que ele gosta – porque gosto também (e muito!) - como uma forma de aproximação. Como se cada riff, cada solo, cada bend o trouxesse pra perto de mim; como se cada vibrato, cada frase, cada agudo trouxesse sua voz pra perto a me falar o que eu anseio que fale.

É cômico, é trágico, mas é a pura realidade: sonho com alguém que não sabe do que sinto; espero por alguém que não tem idéia de que eu o espero... Mas não só espero que ele saiba que eu sonho, que eu gosto. O que mais espero – de verdade – e quero é conseguir arrebatar seu coração, fazê-lo sintonizar ao meu da mesma forma que suas fotos, suas músicas, suas bandas favoritas me remetem à ele e me ascendem um sentimento que jamais imaginaria alimentar por ele.

13/11/10
14:10
No acamps... Ouvindo I´m a Warrior (Rob Rock)

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